LUTO: Acidente mata Eva de Oliveira Silva, avó de Iury Almeida, aos 87 anos, em São Paulo
- redeia
- 1 de abr.
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Atualizado: 25 de jun.
NOTÍCIA: Nota de pesar e detalhes sobre o trágico acidente com Dona Eva em São Paulo
SÃO PAULO — As informações compartilhadas trazem detalhes sobre o trágico acidente doméstico que levou ao falecimento da avó materna do comunicador Iury José Oliveira de Almeida, Eva de Oliveira Silva, carinhosamente chamada de "Auau". O caso aconteceu na madrugada do final de semana, entre o sábado e o domingo (22 de março), por volta das 2h20, na residência onde estavam hospedados na capital paulista.

Dona Eva e Iury haviam desembarcado em São Paulo no dia 31 de janeiro e já estavam com as passagens de retorno compradas para o dia 21 de abril. A viagem ocorria em um momento delicado para a família, no qual Iury se recuperava de mais um quadro de depressão profunda.
De acordo com o relato no Instagram, os dois estavam sozinhos no momento do ocorrido. Dona Eva havia demonstrado receio de ficar sozinha no primeiro andar e decidiu subir as escadas do imóvel, que não possuíam corrimão. Apesar dos alertas do neto para que ela ficasse na sala e tomasse cuidado, a idosa — descrita como uma pessoa ágil e independente no dia a dia — acabou se desequilibrando nos primeiros degraus, possivelmente ao se enroscar na saia ou perder o apoio enquanto carregava alguns pertences.
Homenagens Recentes e Personalidade Marcante
A viagem da família no início do ano também foi marcada por momentos de celebração. Em janeiro, Iury celebrou o aniversário de 55 anos de sua mãe, Evailde Cristina — que é a filha mais nova de Dona Eva. Na ocasião, ele utilizou recursos de inteligência artificial para simular a aparência de Evailde no ano de 2026.
A essência e a sensibilidade de Dona Eva também ficaram eternizadas em registros na internet. Em dezembro de 2025, recebeu diversas homenagens de Iury e personalidades da família, quando mostrou toda sua jovialidade, energia e vitalidade ao cantar músicas famosas na voz de Núbia Lafayette. Compositora amadora, uma de suas características marcantes era o amor pela música em geral, principalmente pelos tangos, boleros, Carlos Gardel, Núbia Lafayette, Dalva de Oliveira, Nelson Gonçalves, Fagner, Orlando Silva entre muitos outros.
No YouTube, em canal ''Evailde Cristina Oliveira Silva'', há um vídeo em que a matriarca aparece concentrada e profundamente emocionada, em 11 de janeiro de 2026, assistindo ao clipe da música ''Menina Veneno'', o grande sucesso de Ritchie, com imagens da filha Tina em diferentes momentos da vida. A canção era uma de faixas preferidas de Cristina e ilustrava perfeitamente a sua personalidade adolescente, marcante, enigmática e alegre; que contagiou todos nas décadas de 1980, 1990 e 2000.
Histórico de Luta e Ligação com São Paulo
A capital paulista já fazia parte da história de superação de Dona Eva. Há cerca de dez anos, a partir de outubro de 2015, ela esteve na cidade para realizar um complexo tratamento de saúde. Na época, Eva enfrentava um nódulo no pulmão, que ocasionou rouquidão, atrofia nas cordas vocais e derrame na pleura: era uma recidiva de um câncer originário na mama (com históricos de diagnósticos em 1989 e 1999).
Durante aquele período em SP, ela se submeteu a seis sessões de quimioterapia e chegou a enfrentar uma pneumonia, alcançando a cura total em abril de 2016. Sua trajetória sempre foi vista como um exemplo de força admirável perante as adversidades.
O Acidente e os Primeiros Socorros
Antes de cair para trás na madrugada do dia 22, Dona Eva bateu o rosto contra a quina da estrutura da escada, sofrendo um forte trauma na região do olho direito. Ao ouvir o impacto e o grito, Iury correu imediatamente para socorrê-la.
Abalada e sem conseguir falar, ela apresentava sangramento nasal e extrema dificuldade respiratória devido ao impacto. No local, o neto realizou manobras de primeiros socorros para tentar desobstruir as vias aéreas e posicioná-la de forma confortável, enquanto tentava acalmá-la e acionar os familiares. Com o desespero do neto, tentou se levantar do chão e reclamou da forte dor na cabeça. Cerca de 35 minutos após a queda, ainda aguardando o suporte médico e lutando para manter a avó consciente, Dona Eva conseguiu caminhar com o apoio do neto até o sofá, onde ainda lutou para permanecer acordada, mas acabou perdendo grande parte da consciência.
Atendimento Médico e Falecimento
Diante da demora no socorro, Dona Eva foi transportada de carro por um amigo da família até uma unidade de saúde local. Na chegada, a paciente ainda apresentava substituídos estímulos pupilares à luz, mas, devido à gravidade do quadro respiratório, a equipe médica realizou o procedimento de intubação imediata para garantir a oxigenação.
Por conta da alta complexidade do caso, ela foi transferida por volta das 7h da manhã para um hospital de maior porte. Na nova unidade, Eva chegou a sofrer duas paradas cardíacas, que foram revertidas pelos médicos.
Infelizmente, o quadro evoluiu para o óbito na manhã do dia seguinte, 23 de março, por volta das 9h. Os exames médicos descartaram a ocorrência de Acidente Vascular Cerebral (AVC) ou infarto, confirmando que a fatalidade decorreu estritamente das complicações do trauma sofrido na queda. A família segue recebendo o apoio e as condolências de amigos e conhecidos neste momento de profunda dor. O velório e enterro ocorreu na manhã da quarta-feira, 25 de março, em São Paulo. O departamento de Letras da Universidade Federal de Campina Grande, ambiente de trabalho do filho mais velho, Adeildo Júnior, enviou uma coroa de flores ao local. A Associação dos Docentes da UFCG (ADUFCG) publicou uma nota de pesar nas redes sociais.


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